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A poluição do ar e o meio ambiente

O lançamento de substâncias poluentes, como poeira e gases tóxicos, pode tornar o ar impróprio aos seres vivos.

Nas cidades, a poluição do ar é causada pelo lançamento, na atmosfera, de gases tóxicos e outros resíduos, liberados principalmente pelas chaminés das fábricas, pelos escapamentos dos veículos e também pela queima de resíduos domésticos e industriais em depósitos de lixo.

Na zona rural, a poluição do ar é causada, principalmente, pela emissão de agrotóxicos, pulverizados nas lavouras por máquinas agrícolas e aviões, e também pela queima de matas, pastagens e lavouras. Observe as imagens a seguir e verifique os exemplos.

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Liu Ligun/Corbis/Latinstock

As chaminés de fábricas e usinas que utilizam combustíveis fósseis, como essa localizada na China, em foto de 2006, lançam grande quantidade de fumaça carregada de gases e resíduos tóxicos.

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Renato Stockler/Folha Imagem

Os gases expelidos pelos escapamentos de automóveis, ônibus e caminhões contribuem intensamente para a poluição nas cidades. Cenas como a da imagem acima, em São Paulo, registrada em 2007, são frequentemente observadas pelos moradores das áreas urbanas.

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Ricardo Azoury/Pulsar Imagens

Os incêndios em áreas de mata, assim como as queimadas em lavouras e pastagens, como na imagem acima, na região de Campinas, no estado
de São Paulo, em 2007, lançam grande quantidade de gases tóxicos na atmosfera.

 

No lugar onde você mora existem fontes poluidoras do ar? Quais? Que tipos de dano a poluição do ar pode causar à saúde das pessoas?

 

O aumento da poluição atmosférica tem gerado fenômenos danosos à sociedade e ao meio ambiente. Alguns desses fenômenos têm efeitos diretos sobre o clima de um lugar, como um município; outros podem afetar o clima de regiões inteiras. A poluição atmosférica gerada em cada lugar do planeta contribui, ainda, para a ocorrência de fenômenos mais amplos, como os que podem afetar o clima de todo o globo. Vamos conhecer alguns desses fenômenos.

Inversão térmica

A inversão térmica é um fenômeno atmosférico natural. Em determinadas áreas muito poluídas, com grande concentração de indústrias e veículos, esse fenômeno se intensifica em dias frios de outono ou de inverno, quando uma camada de ar frio, concentrada próximo à superficie, é repentinamente encoberta por uma camada de ar quente. Dessa forma, o ar frio fica parado, não havendo correntes de vento que dispersem os poluentes lançados pelas fábricas e pelos veículos, o que acaba intoxicando as pessoas.

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Ilustrações: Ishikawa

images Camada de ar frio

 

images Camada de ar quente

images Sem a inversão térmica, os ventos dispersam os gases e a fuligem lançados pelas fábricas e pelos automóveis.

images Com a inversão térmica, a poluição, em vez de subir e ser levada pelo vento, permanece próximo à superfície, gerando problemas de saúde nos habitantes das grandes cidades.

 

São Paulo e a inversão térmica

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Daniel Cymbalista/Pulsar Imagens

A camada de poluição do ar sobre a cidade de São Paulo fica mais evidente quando ocorre o fenômeno da inversão térmica, como vemos nesta foto registrada em 2005.

 

Durante o inverno, os níveis de poluição do ar na Grande São Paulo tendem a ser mais críticos. Nessa época do ano, a escassez de ventos e a baixa umidade atmosférica favorecem a ocorrência da inversão térmica, tornando a qualidade do ar inadequada em várias partes da cidade. Por causa da calmaria dos ventos, o fenômeno da inversão térmica ocorre abaixo de 200 m de altura, funcionando como um enorme tampão de ar quente que dificulta a dispersão dos poluentes.

Quanto mais próximo do solo ocorrer a inversão térmica, piores serão suas consequências, pois os poluentes ficarão concentrados mais perto da superfície. Os especialistas alertam que, a 100 m de altura, a inversão térmica já é muito perigosa.

Os principais efeitos desse fenômeno na saúde da população são dores de cabeça, coceira na garganta e irritação nos olhos, problemas que ocorrem principalmente nas pessoas mais sensíveis à poluição, como as crianças, por exemplo.

 

Chuva ácida

Certos problemas ambientais provocados pela poluição atmosférica podem afetar extensas regiões da superfície terrestre. É o que ocorre, por exemplo, nas regiões mais urbanizadas e industrializadas do planeta, onde a excessiva concentração de poluentes atmosféricos gera o fenômeno da chuva ácida.

A chuva ácida é formada principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como o petróleo e o carvão. Quando queimados nas indústrias e nos veículos automotores, esses combustíveis liberam certos gases que reagem com o vapor de água atmosférico, formando substâncias ácidas, como o ácido sulfúrico e o ácido nítrico. Esses ácidos permanecem nas nuvens e posteriormente precipitam-se com as chuvas. Veja abaixo.

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Ishikawa

A chuva ácida provoca alterações na fauna e na flora do lugar onde ocorre. As águas dos mares, rios e lagos tornam-se ácidas, matando peixes, algas e outros seres vivos. Nas florestas e lavouras, as plantas são queimadas pelos ácidos; muitas delas morrem ou ficam enfraquecidas. Nas cidades, a chuva ácida pode causar graves danos às construções e ao patrimônio histórico e cultural, corroendo monumentos e fachadas de prédios.

No Brasil, há algumas décadas, centros industriais como São Paulo, Rio de Janeiro e Cubatão, no estado de São Paulo, assim como algumas cidades da região carbonífera de Santa Catarina, vêm apresentando aumento nos índices de acidificação das chuvas em razão da poluição do ar. Esses índices se aproximam dos registrados nas regiões industriais mais desenvolvidas da Ásia, Europa e Estados Unidos, onde os problemas causados pelas chuvas ácidas são considerados muito graves.

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Will & Deni McIntyre/Corbis/Latinstock

Em países altamente industrializados, como nos Estados Unidos, é possível observar florestas queimadas pela chuva ácida, como a da foto, no estado da Carolina do Norte, no início da década de 2000.

 

região carbonífera: área que produz ou contém jazidas de carvão

Diminuição da camada de ozônio

Certas regiões do planeta, mesmo distantes das fontes poluidoras, são atingidas pela poluição atmosférica. Isso ocorre porque os poluentes atmosféricos podem afetar lugares muito afastados daqueles onde se originaram. Exemplo disso é o que vem ocorrendo com a diminuição da camada de ozônio sobre a região da Antártida.

O ozônio é um dos gases mais raros existentes na atmosfera terrestre. A maior parte dele forma uma fina camada na estratosfera, a cerca de 22 km de altitude, que envolve toda a Terra. A camada de ozônio filtra os raios ultravioleta nocivos emitidos pelo Sol.

No final da década de 1970, os cientistas descobriram que parte do ozônio existente na estratosfera estava sendo destruída. Foram detectadas várias falhas ou “buracos” na camada de ozônio, principalmente sobre o continente antártico.

Após várias pesquisas, chegou-se à conclusão de que o principal causador da destruição da camada de ozônio é um gás denominado clorofluorcarbono (o CFC). Esse gás é muito utilizado na indústria para a fabricação de determinados produtos químicos, como o isopor, e em aparelhos de refrigeração, como geladeiras e condicionadores de ar. Durante o funcionamento desses aparelhos, por exemplo, o CFC escapa para a atmosfera, onde ataca as moléculas de ozônio, destruindo-as.

A destruição da camada de ozônio permite que os raios ultravioleta passem pela atmosfera sem ser filtrados. Esse fato traz várias consequências prejudiciais ao ser humano, como problemas de saúde (doenças visuais e de pele — inclusive câncer) e problemas econômicos (diminuição da produtividade das lavouras). A natureza também é afetada com a destruição do plâncton, que é a principal fonte de alimento dos ecossistemas marinhos.

 

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NASA/SPL/Latinstock

Nessa imagem de satélite, de 2007, a cor azul-escura representa falha na camada de ozônio sobre a Antártida. Naquela região da atmosfera, a concentração de ozônio é menor.

 

É melhor prevenir

Os raios solares são benéficos à saúde humana em determinados horários e em quantidades moderadas. A exposição ao Sol por longos períodos, principalmente com o aumento da incidência dos raios ultravioleta, em razão da diminuição da camada de ozônio, pode ser nociva à saúde.

Para evitar os efeitos prejudiciais dos raios ultravioleta, você deve tomar alguns cuidados:

• evite a exposição prolongada ao Sol entre as 10 horas da manhã e as 4 horas da tarde — principalmente ao meio-dia —, quando a atuação dos raios ultravioleta é mais intensa;

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• utilize óculos com lentes apropriadas, que protegem os olhos da exposição aos raios solares;

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• aplique protetor solar com Fator de Proteção Solar (FPS) apropriado a seu tipo de pele, pois ele evita a ocorrência de queimaduras provocadas pelo Sol;

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• use boné ou chapéu com abas largas para proteger a cabeça, os olhos, o rosto e o pescoço, que são mais sensíveis ao Sol.

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Ilustrações: Loyola

 

Exposições prolongadas ao Sol podem causar diferentes problemas de pele (como o envelhecimento precoce) e, até mesmo, o câncer de pele. Por isso, faça dos cuidados com o Sol um hábito.

 

Ver sugestão de texto complementar no caderno Orientações ao professor, referente a esta página.

Efeito estufa

A enorme quantidade de gases poluentes, emitidos pelas queimadas e expelidos das chaminés das fábricas e escapamentos dos veículos automotores, acumula-se na atmosfera terrestre.

A concentração de poluentes na atmosfera levou ao surgimento de problemas ambientais de proporções globais, como o efeito estufa, fenômeno que apresenta sinais de estar provocando alterações no clima do planeta.

Como sabemos, a maior parte da radiação solar que atinge nosso planeta é absorvida pela sua superfície. Essa radiação é transformada em calor, que aquece a atmosfera terrestre. Parte do calor da atmosfera perde-se no espaço cósmico. O restante do calor é bloqueado por uma camada de gases e poeira que o mantém na atmosfera, originando o efeito estufa.

O efeito estufa é um fenômeno natural que não permite que a atmosfera da Terra se resfrie de modo excessivo. Porém, estudos indicam que o efeito estufa vem se acentuando desde o século XX em razão da ação humana, que provoca a emissão exagerada de poluentes na atmosfera, sobretudo de gás carbônico. Esse gás provém, principalmente, da queima de combustíveis de origem fóssil, como a gasolina e o óleo diesel.

Também colaboram para o aumento do gás carbônico na atmosfera as queimadas realizadas nas florestas, nas pastagens e nas lavouras após as colheitas.

As ilustrações abaixo mostram as diferenças entre o efeito estufa natural e o efeito estufa artificial, ou seja, provocado pela intervenção humana.

 

Como ocorre o efeito estufa

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Efeito estufa natural

 

Na atmosfera terrestre existe uma grande quantidade de gases e de partículas de poeira que funciona como uma redoma natural (A). Essa redoma retém parte do calor refletido pela superfície terrestre (B), mantendo a temperatura média da Terra em torno de 15 ºC. O restante do calor é irradiado para fora da atmosfera (C). Sem essa estufa natural a temperatura média do planeta ficaria em cerca de –27 ºC.

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Ilustrações: Ishikawa

Efeito estufa artificial

 

A excessiva quantidade de gases poluentes produzida pelas atividades humanas acumula-se na atmosfera (AI). Dessa forma, os raios solares penetram na atmosfera e aquecem a superfície, mas são irradiados para o espaço de forma reduzida (CI). Parte do calor que deveria ser liberado para o espaço fica, então, aprisionada (BI), intensificando o efeito estufa e aumentando a temperatura média do planeta.

Sabendo das causas que provocam o efeito estufa artificial, enumere algumas medidas que podem ser tomadas para combater esse problema ambiental. Verifique, com os colegas, como isso pode ser feito.

Aquecimento global

Estudos recentes alertam que o efeito estufa decorrente do aumento de gases poluentes gerados pelas atividades humanas está desencadeando mudanças significativas no clima de todo o planeta. Segundo tais estudos, essas mudanças ocorrem em razão do aumento gradativo da temperatura média do globo, o chamado aquecimento global. As informações que aparecem nos gráficos abaixo são utilizadas por vários estudiosos para comprovar a relação entre o aumento da poluição atmosférica e a elevação da temperatura no planeta. Observe e compare.

 

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André Silva

Intergovernmental Panel on Climate Change. (IPCC). Obtido em: ‹www.ipcc.ch›. Acessado em: 14/06/2008.

 

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André Silva

United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC). Obtido em: ‹http://unfccc.int›. Acessado em: 20/05/2008. Intergovernmental Panel of Climate Change (IPCC). Obtido em: ‹www.ipcc.ch›. Acessado em: 20/05/2008.

 

Dióxido de carbono no mundo

Grande parte do aumento de gases causadores do efeito estufa na atmosfera tem sido gerada por um conjunto restrito de países, sobretudo os mais industrializados. O mapa abaixo representa o volume total de dióxido de carbono (CO2) emitido anualmente por país, assim como a quantidade anual de CO2 gerada por habitante. Observe e compare.

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André Silva

United Nations Statistics
Division. Obtido em:
‹http://unstats.un.org/unsd›. Acessado em: 25/08/2008.

1. Quais foram os países que mais produziram CO2 no mundo desde 1950?

2. Qual foi o volume total de CO2 gerado pelo Brasil nesse período?

3. Como o Brasil se classifica em relação à produção anual de CO2 per capita?

4. Em que regiões do planeta se localizam os países que menos poluem?

As consequências do aquecimento global

Muitos especialistas acreditam que, se a concentração dos gases causadores do efeito estufa seguir aumentando, a temperatura média do globo também aumentará. Algumas previsões indicam que a temperatura média do ar poderá aumentar cerca de 2,6 ºC, em média, até o final deste século, e em algumas regiões esse aumento pode chegar a 5,8 ºC.

Caso essas previsões se confirmem, o aquecimento global pode trazer mudanças climáticas significativas em todo o planeta, com consequências diretas para a natureza e para a sociedade humana:

• Novas características climáticas: regiões frias terão sua temperatura elevada e regiões úmidas se tornarão extremamente secas. Essas alterações podem fazer com que regiões férteis e atualmente usadas para a lavoura tornem-se verdadeiros desertos.

• Aumento no número de tempestades, furacões e tornados.

• Extinção de animais e plantas de diversos ecossistemas terrestres.

• Derretimento de gelo nas regiões polares, que pode causar alterações na dinâmica das correntes marítimas em nível global (veja imagens abaixo).

 

O degelo no Ártico

Nas imagens a seguir é possível observar uma das prováveis consequências do aquecimento global: a diminuição na camada de gelo no polo Norte. Compare as duas imagens que representam a extensão da calota de gelo, na mesma época do ano, no final da década de 1970 (imagem A) e quase trinta anos depois (imagem B). Perceba a significativa retração da calota polar.

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NASA/SPL/Latinstock

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Photodisc/Getty Images

A redução da calota de gelo, no Ártico, vem diminuindo progressivamente o hábitat de muitas espécies. Algumas dessas espécies, como o urso polar (foto), correm sérios riscos, pois sua área de caça está cada vez menor, dificultando a obtenção de alimentos.

Como reduzir a poluição do ar

O ar é um recurso essencial à vida em nosso planeta, e sua poluição pode trazer, em muitos lugares, graves danos ao meio ambiente e aos seres humanos. O combate à poluição atmosférica deve ser tratado com seriedade pela sociedade.

Várias medidas podem ser tomadas para diminuir a poluição do ar no campo e nas cidades. Veja algumas delas a seguir.

• Preservar e recuperar florestas e outras áreas de vegetação natural. A recuperação de áreas de matas e florestas já devastadas pela ação humana aumenta a vegetação nativa, que funciona como filtro do gás carbônico presente na atmosfera.

• Evitar queimadas em lavouras, pastagens e florestas, e substituir produtos químicos, usados como defensivos agrícolas, por técnicas de controle biológico. Com o controle biológico, os agricultores podem diminuir ou mesmo eliminar o uso de produtos tóxicos que, ao ser aplicados nas lavouras, causam a contaminação do ar.

• Utilizar fontes de energia menos poluentes, para movimentar indústrias, automóveis e usinas elétricas, como a força dos ventos, os biocombustíveis e o hidrogênio.

• Criar sistemas de transporte coletivo eficientes, e tornar obrigatória a instalação de filtros nos veículos e nas chaminés das fábricas para impedir o lançamento de fuligem e gases tóxicos na atmosfera.

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Mauricio Simonetti/Pulsar Imagens

A energia eólica, gerada pela força dos ventos, é uma alternativa para a produção de energia que não polui o ar. Ela é utilizada em muitos países do mundo. Na fotografia vemos parte de um parque gerador de energia eólica em Osório, no Rio Grande do Sul, em 2008.

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Delfim Martins/Pulsar Imagens

Em muitos lugares do mundo é comum o uso de bicicletas para o deslocamento de casa para a escola e o trabalho. Entretanto, para que isso seja possível, é necessária a construção de ciclovias, o que torna a locomoção segura, como vemos nesta imagem em Viena, na Áustria, em 2007.

 

Veículos têm futuro com tecnologias limpas e renováveis

O século XX foi marcado pelo uso crescente de veículos automotores. Desde então observa-se com maior frequência episódios críticos de poluição do ar. Com o aumento alarmante da poluição e a ameaça de escassez das reservas de petróleo, estudiosos de vários países investem esforços na procura de novas fontes alternativas de energia [...].

Entre os combustíveis alternativos existentes, o hidrogênio é a tecnologia mais limpa. A emissão de poluentes na atmosfera é zero, pois o carro emite somente água. Mas é também uma tecnologia de alto custo, por ser produzida a partir de materiais caros e por ter ainda pequena escala de produção. [...]

Com Ciência. Obtido em: ‹www.comciencia.br›. Acessado em: 29/07/2008.

 

controle biológico: método natural que dispensa o uso de inseticidas químicos no combate às doenças e pragas que atacam lavouras. Esse combate é feito com predadores (“inimigos”) naturais, como larvas, lagartas, insetos e fungos, capazes de reduzir e até eliminar os organismos nocivos às lavouras
biocombustível: combustível de origem vegetal que serve para substituir os derivados do petróleo, ou ser adicionado a eles. Como exemplo, temos o álcool etanol, proveniente da cana-de-açúcar

 

 

images ATIVIDADES

images Questões de compreensão

images Em sua opinião, quais foram os principais temas tratados no capítulo? Justifique.

images A sujeira e a fumaça estão conseguindo o impossível: pássaros morrendo por falta de ar, peixes morrendo de sede no mar.

Ulisses Tavares. Viva a poesia viva. São Paulo: Saraiva, 2007.

O que o autor do texto quer dizer no trecho “pássaros morrendo por falta de ar”?

images Como ocorre a inversão térmica? Quais são os principais efeitos desse fenômeno na saúde da população?

images Explique como ocorre a chuva ácida (se possível, faça um desenho para ilustrar esse fenômeno). Discuta com os colegas algumas ações que evitariam esse problema.

images Imagine que, no supermercado, um consumidor distraído escolha um spray que contenha gás CFC. Que argumentos você usaria para convencê-lo a levar um produto livre desse gás?

images O efeito estufa é um fenômeno provocado apenas pelas atividades humanas? Explique.

images Segundo especialistas, o aquecimento global pode provocar mudanças climáticas significativas em todo o planeta. Cite três dessas mudanças.

images Qual é a melhor solução para diminuir a poluição do ar? Se lhe fosse feita essa pergunta em uma pesquisa de opinião pública, que resposta você daria?

 

images Pesquisa e elaboração de campanha

 

Gebrselassie desiste de maratona
olímpica por causa da poluição

O etíope recordista mundial, Haile Gebrselassie, desistiu de correr a maratona das Olimpíadas de 2008 em Pequim, na China, por causa da poluição. O atleta que sofre de asma disse que seria prejudicial à sua saúde participar de uma prova tão longa (42 km) em um local que apresenta altos níveis de poluição do ar. Sabe-se que, atualmente, Pequim é uma das cidades mais poluídas do mundo.

Reuters. Obtido em: ‹http://br.reuters.com›.
Acessado em: 01/10/2008.

 

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Diego Azubel/epa/Corbis/Latinstock

A fotografia acima, tirada pouco antes do início das Olimpíadas na China, em 2008, mostra o Estádio Nacional, mais conhecido como “Ninho de pássaro”, envolto em uma densa nuvem de poluição. A cortina de fumaça é tão intensa que impede a visão dos grandes edifícios ao fundo.

Junte-se a dois colegas e, com base no exemplo acima, pesquisem os problemas de saúde que podem ser causados pela poluição do ar.

Produzam um texto e ilustrem-no com fotografias e desenhos. Em seguida, montem cartazes para apresentar o trabalho.

Como complemento a essa pesquisa, vocês poderão criar uma campanha contra a poluição do ar, elaborando desenhos ou coletando imagens em revistas.

Vocês podem tratar, por exemplo, da poluição causada pela emissão de gases tóxicos pelas indústrias, da poluição provocada pela queima de florestas ou da destruição da camada de ozônio pelo uso de produtos com gás CFC. Na elaboração dessa campanha, vocês podem pensar em um público-alvo a ser atingido, como os donos das indústrias, os agricultores ou os políticos, que devem estabelecer leis mais eficazes contra a poluição do ar.

Procurem definir a intenção dessa campanha: alertar, conscientizar, incentivar, etc. É importante lembrar que a campanha será vista por várias pessoas e que, portanto, as imagens devem atrair a atenção.

Exponham os trabalhos no mural da escola ou peçam permissão à diretoria da escola para divulgar a produção da campanha em sala de sala.

 

Ver sugestão de texto complementar no caderno Orientações ao professor, referente a esta página.