Coisa de criança

Crianças adoram bichos. Por eles, são capazes de fazer qualquer coisa, até sacrifícios. O que poderia atrair mais o interesse de uma criança do que um bicho de estimação?

Leia esta história em quadrinhos:

Quem é Ziraldo?

O cartunista e escritor Ziraldo, autor dessa história em quadrinhos, tem alma de criança. Como sua personagem mais famosa, ele também é um "menino maluquinho" inquieto e esperto.

Mineiro de Caratinga, foi para o Rio de Janeiro aos 16 anos

para ser desenhista de histórias em quadrinhos. Como a profissão não existia no país, Ziraldo trabalhou numa agência de publicidade, foi jornalista e autor de livros infantis, até que pôde finalmente fazer histórias em quadrinhos. Em 1960, lançou uma revista mensal chamada Pererê, que teve apenas dez números. Ziraldo não se deixou abater com isso e criou outras personagens, como The Supermãe, Os Zeróis, O Canguru, Jeremias, o bom. Mais recentemente criou as revistas O Menino Maluquinho e Julieta, a menina maluquinha. Pelo jeito, enquanto viver, Ziraldo vai continuar fazendo quadrinhos.

Como autor de obras infantis, esse menino não para de criar e encantar crianças e adultos. Eis alguns de seus livros: O Menino Maluquinho, O planeta lilás, Flicts, Uma professora bem maluquinha, Outro como eu só daqui a mil anos, Vovó Delícia, O menino marrom, Menina Nina, Os meninos morenos.

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO

1. Um fato novo mudou o comportamento de Nina.

a) O que aconteceu de novo?

Ela ganhou ou comprou um peixinho.

b) Como ela se sente em relação a essa "novidade"? Ela está completamente apaixonada pelo peixe e só pensa nele.
c) O que ela deixa de fazer por causa desse fato novo?

Deixa de brincar com o pai, de ajudar a mãe e de fazer outras coisas que uma criança faz.

2. Nas relações com outras pessoas, podemos ter diferentes papéis: de amigo(a), de confidente, de namorado(a), de marido (mulher), etc. Veja algumas falas de Nina sobre Flóris:

• "Eu conto para ele todos os meus segredos!"

• "Nós vamos ficar juntos para sempre..."

• "No meu casamento vou querer entrar na igreja com o..."

a) Que papéis a menina atribui ao peixe nessas falas? De amigo e confidente, de namorado, de noivo ou acompanhante.
b) Que papel, na realidade, um peixe de aquário normalmente tem? O de ser um bicho de estimação.

3. A mãe diz a Nina que, quando ela se casar, o peixe já "terá partido".

a) O que a mãe realmente quis dizer? Quis dizer que o peixe já terá morrido.

b) Na sua opinião, por que ela não disse isso diretamente?

Para não chocar a menina com uma notícia triste.

4. Para consolar a menina, a mãe usa um argumento: quando o peixinho "partir", elas comprarão outro "mais bonito ainda".

a) Por que a reação da menina sur-Surpreende porque, se ela amava tanto o peixinho, não devia querer trocá-lo por outro.
b) Você acha que a mãe exagerou na dose do argumento?
c) De todos os papéis que o peixe tinha para a menina, qual deles parece ter prevalecido?

O de bicho de estimação, só que, no caso, o de um peixe ainda mais bonito.

5. Das características infantis a seguir, qual predomina no comportamento de Nina? Escreva no caderno.

• ingenuidade
• afetividade
• fantasia
X • curiosidade
• teimosia
• humor

4. b) Resposta pessoal. O importante nesta questão é que os alunos percebam que a mãe foi bastante convincente.

Quadrinhos no mundo

Os quadrinhos têm em cada país um nome diferente. Nos Estados Unidos,

são chamados comic strips (tiras cômicas); na França, bandes dessinées (bandas ou tiras desenhadas); na Itália, fumetti, nome que faz refe- rência aos balõezinhos que saem da boca das personagens, indicando sua fala; na América espanhola, historieta; no Japão, mangá; em Portugal, história aos quadradinhos; na Espanha, tebeó.

No Brasil, toda revista em quadrinhos chama-se gibi. O nome pegou porque, em 1938, no Rio de Janeiro, foi lançada uma revista em forma de quadrinhos que tinha esse nome e fez o maior sucesso entre crianças e adolescentes. A palavra gibi caiu na boca do povo e virou sinônimo de revista de história em quadrinhos. O significado mais antigo de gibi é "moleque".

A LINGUAGEM DO TEXTO

1. Diante do convite do pai para jogar damas, Nina responde: "Nananina-não!". Qual é a diferença

de sentido entre dizer não e nananina-não?

A expressão nananina-não é mais enfática; equivale a dizer "Não mesmo!".

2. O pai de Nina reclama, dizendo que a menina "não faz mais nada da vida" a não ser cuidar de Flóris. E ela responde:

"É isso mesmo! O Flóris nada que é uma beleza!"

a) Qual é o sentido da primeira palavra nada na fala do pai?

Tem o sentido de "nenhuma coisa".

b) Qual é o sentido dessa palavra na fala da menina?

Tem o sentido de "mover-se na água usando o corpo".

c) Você acha que Nina prestou atenção no que o pai falou?

3. Observe este balão:

Parece que não, pois o pai disse uma coisa e ela entendeu outra.

a) Que palavra o coração substitui? A palavra amo.

b) O que essa mistura de imagem com palavras provoca na história?

Essa mistura deixa a história mais comunicativa e descontraída. Professor: Lembre aos alunos que o público-alvo da revista onde foi publicada a história são as crianças. Logo, usando esse recurso, a história fica mais comunicativa com o público infantil.

4. Quando a mãe convida Nina para cuidar das plantas, ela responde: "Posso não!".

Em alguns lugares do Brasil, as pessoas falam normalmente assim; em outros lugares preferem dizer
"Não posso!". Qual jeito de falar é mais comum em sua cidade?

Resposta pessoal. Professor: Aproveite para retomar aqui o conceito de variação linguística. Ambas as formas são corretas, porém em certos Estados brasileiros uma forma é mais usada que a outra.

5. A mãe de Nina, para não chocar a filha ao falar da possível morte do peixinho, diz que ele um dia vai "partir". Essa forma mais suave de dizer as coisas é chamada de eufemismo.
a) Que outros eufemismos você conhece para dizer que alguém morreu?

Entre outras possibilidades: "Foi desta para melhor", "Foi para o céu", "Entregou a alma a Deus", etc.

b) Que eufemismos você conhece para dizer
que:
• alguém é gordo?
• alguém é feio?
• alguém mentiu?

Entre outras possibilidades, "cheinho" ou

"fofinho"; "simpático" ou "não é bonito"; "faltou com a verdade", respectivamente.

Personagens da Turma do Pererê, a primeira revista de história em quadrinhos de Ziraldo.

LEITURA EXPRESSIVA DO TEXTO

Junte-se a dois colegas e leiam oralmente o texto. Cada um de vocês lê a fala de uma das personagens. Depois, troquem os papéis.
Ao lerem, procurem se expressar como se fossem as personagens e dar à fala a entonação mais adequada para caracterizá-las, isto é, interpretando cada personagem, como se estivessem representando uma peça de teatro.
A fala do pai, por exemplo, inicialmente deve sugerir expectativa e depois frustração; a da mãe deve demonstrar preocupação; a fala da menina deve variar entre a paixão, o desespero e a curiosidade.

Crie sua HQ!

Se você quer criar sua própria história em quadrinhos, o desenhista Mauricio de Sousa dá uma força. Acesse o site www.maquinadequadrinhos.com.br e descubra o artista que há em você. Gratuitamente, você receberá orientações de como criar histórias com as personagens da Turma da Mônica.


Observe atentamente a pintura a seguir.

1. A pintura mostra um menino rodeado de vários elementos.

Um guarda-chuva, uma mala, uma

a) Que elementos estão à sua volta? cesta com um cachorro e um pacote

ou embrulho.

b) Você acha que essa cena poderia ter ocorrido nos
dias de hoje ou num passado distante? Justifique sua resposta com elementos da pintura.

Em um passado distante, pois meninos de hoje não usam roupas como essas, nem esse tipo de chapéu.

2. O menino está fazendo um sinal com a mão esquerda.

a) Que som ele deve estar produzindo com a boca?

Resposta pessoal. Sugestão: Psiu!!!

b) Para quem ele faz o sinal e produz o som?

Para o cachorro.

3. Observe a expressão do cachorro. O que ele está querendo?

Por quê?

Ele está querendo sair da cesta. Provavelmente está com sede, já que está com a língua de fora, e cansado de

ficar fechado, em silêncio, sem brincar com o dono.

4. O título do quadro é O passageiro clandestino. Levante
hipóteses:

a) Quem é o passageiro clandestino?

O cachorro.

b) Onde você acha que o menino está? Num trem.

Provavelmente porque não permitiam transportar animais no trem ou não permitiam transportá-los no mesmo vagão dos passageiros.

5. Observe a mala que está sob as pernas do menino e o pacote que está ao seu lado. Levante hipóteses:

a) Para onde você acha que ele está indo?

Resposta pessoal. Professor: Estimule os alunos a levantar hipóteses. Entre outras possibilidades, ele pode estar indo passar férias ou alguns dias na casa dos avós ou de outros parentes.

b) Ele vai demorar nesse lugar? Por quê? Provavelmente sim, pois está levando uma mala grande.

Resposta pessoal. É provável que seja um presente para a pessoa que vai receber o menino:

talvez um doce, uma torta ou um bolo, talvez um chapéu, etc.

6. Ao levar um "passageiro clandestino", o menino pode ter problemas durante a viagem. Por que

Professor: Abra a discussão com a classe. Entre outras possibilidades: porque ele não se separa de seu amigo; ou porque não há ninguém da casa dele que possa cuidar do cão como ele cuida; etc.

7. Compare essa pintura com a história em quadrinhos de Ziraldo, vista no início deste capítulo.

a) Que diferenças há entre Nina e o menino da pintura quanto à sua relação com o animal de estimação?Ao pensar na possibilidade de ter outro animal de estimação, Nina rapidamente se desfaz do peixinho; já o menino da pintura não se separa de seu cachorro nem mesmo quando viaja.

b) A que você atribui essa diferença? Espera-se que os alunos apontem a diferença de idade. Nina é muito pequena e ficou entusiasmada com a ideia de ter um peixe "mais bonito". O menino, por ser mais velho e maduro, não tem dúvida de seu sentimento pelo cachorro.

1. Algumas famílias evitam falar sobre morte com as crianças. O que você acha disso? É importante conversar sobre esse tema com as crianças? Por quê?

2. Alguma vez você já sofreu com a morte de um animal de estimação? Como fez para lidar com a situação? Conte para os colegas.





HISTÓRIA EM QUADRINHOS (I)

1. As histórias em quadrinhos compõem-se de quadros que geralmente associam duas linguagens.

Quais são elas? A linguagem verbal e a linguagem visual.

2. Faça uma experiência. Leia apenas a parte verbal dos cinco primeiros quadrinhos da história

"Nina em: Coisas da vida"; depois, leia apenas as imagens. a) Sem as imagens, a história tem sentido? Não.
b) E sem a linguagem verbal? Não.
c) Qual é o papel dessas duas linguagens nessa história em quadrinhos?

Espera-se que os alunos respondam que as duas linguagens são necessárias para que a história seja completa, pois uma linguagem complementa a outra.

3. O formato mais comum e tradicional dos quadrinhos é o retângulo, delimitado por linhas retas que servem para separá-los. Considerando o que você conhece sobre histórias em quadrinhos, responda: Existe um número padrão para a quantidade de quadrinhos de uma história?

Não.

4. Nos contos maravilhosos, há um narrador que conta a história. Nas histórias em quadrinhos, como a história é narrada? Escreva no caderno a resposta adequada.

a) Por meio da imagem.
b) Por meio do diálogo entre as personagens.
X c) Por meio da imagem e do diálogo entre as personagens.

5. Uma história em quadrinhos conta, conforme seu nome diz, uma história. É, portanto, uma narrativa que envolve fatos, personagens, tempo e espaço. Os fatos se organizam em sequência, numa relação de causa e efeito. Observe que, na história em quadrinhos de Ziraldo, o fato de Nina ficar o tempo todo com Flóris produz um efeito no pai e na mãe dela. Quando a mãe conta a Nina que o peixinho irá morrer, isso também causa um efeito.

a) Que efeito é esse? Nina chora.
b) Esse efeito é o esperado pela mãe de Nina? Por quê?

A mãe certamente esperava que a menina tivesse alguma reação, mas não que chorasse tanto; por isso, a consola.

O que são os quadrinhos?

São uma forma de linguagem que usa desenhos para narrar um caso ou um episódio qualquer. Sempre que duas imagens são desenhadas uma após a outra, criando uma sucessão de quadros, uma sequência gráfica, trata-se de uma história em quadrinhos. É exatamente por isso que os quadrinhos ficaram conhecidos como arte sequencial.

Ao contrário dos desenhos animados, em que as figuras são fotografadas para dar agilidade aos personagens, nos quadrinhos, o que faz movimentar as figuras a cada episódio é a nossa leitura, a nossa imaginação.

(Ciência Hoje das Crianças, ago. 1998.)

6. Além da relação de causa e efeito, os quadrinhos organizam os fatos da história no tempo e no espaço, isto é, dão ao leitor elementos que indicam quando e onde os fatos ocorrem.

a) Em que lugar ocorre a história de Ziraldo?

Na casa de Nina.

b) Que elementos do texto e da imagem permitem afirmar que essa história acontece durante o dia?

As imagens são claras, o pai quer jogar damas, a mãe cuida das plantas no jardim.

7. As personagens das histórias em quadrinhos costumam apresentar características bem-definidas. Assim, por exemplo, a personagem Mônica, de Mauricio de Sousa, é muito forte; o Cascão não gosta de água; o Menino Maluquinho, de Ziraldo, é esperto e surpreendente. Essas características são geralmente apresentadas ao leitor pela ação das personagens ou por comentários de outras personagens sobre elas. Na história em quadrinhos lida, quais são as características de Nina?

Nina demonstra ser apaixonada pelo peixe; assim, é dedicada e afetiva.

8. O balão é um elemento característico dos quadrinhos. Consiste em um espaço contornado por um traço, que parte quase sempre da boca das personagens e no qual aparecem a fala ou o pensamento delas. Como é, geralmente, a letra usada no balão? Geralmente de fôrma, maiúscula, desenhada a mão.

9. Em "Nina em: Coisas da vida", há uma palavra que procura imitar aproximadamente, na escrita, certos sons e ruídos. Essa palavra é chamada de onomatopeia. Que som a palavra BUÁÁÁÁ... reproduz? O som do choro.

As interjeições

Além das onomatopeias, os quadrinhos apresentam muitas palavras e expressões que traduzem emoções, sentimentos, sensações, estados emocionais, etc. das personagens. Essas palavras são chamadas de interjeições. As interjeições costumam vir acompanhadas do ponto de exclamação. A palavra Bobagem!, por exemplo, traduz a irritação do pai de Nina quando a menina diz que o peixinho ganharia medalha se fosse "para as Olimpíadas".

10. Leia o boxe "As interjeições". Depois, identifique outra interjeição na história em quadrinhos de Ziraldo e indique o estado emocional que ela traduz. Ai, meu Deus! / Indica espanto.

11. As personagens das histórias em quadrinhos costumam usar uma linguagem informal, isto

é, bem parecida com a que empregamos no dia a dia.
a) Identifique nos quadrinhos de Ziraldo uma situação em que isso acontece. "Nananina-não!";"Posso não!"; "Ai, meu Deus!".

b) Em situações como essa, o uso desse tipo de variedade linguística é adequado? Por quê?

Sim, porque a história retrata uma situação cotidiana, vivida no ambiente familiar.

c) Releia algumas falas nos quadrinhos de Ziraldo e responda: As frases empregadas pelas personagens são difíceis de entender ou são simples, de fácil compreensão?

As frases empregadas são simples, de fácil compreensão.

12. Reúna-se com seus colegas de grupo e, juntos, concluam: Quais são as características das histórias em quadrinhos?

As histórias em quadrinhos narram uma história em quadros e geralmente empregam linguagem verbal e linguagem visual; apresentam os elementos essenciais da narrativa; a movimentação das personagens é sugerida por meio de traços, pela expressão do rosto, pelo movimento do corpo e pelos gestos das personagens; a fala ou o pensamento das personagens vem geralmente nos balões, escritos com letra de fôrma, maiúscula, desenhada a mão; pode haver onomatopeias, ou seja, palavras que imitam sons e ruídos; a linguagem é geralmente informal, próxima da língua falada em situações cotidianas.

Professor: Com as conclusões dos grupos, sugerimos montar na lousa um quadro com as características das histórias em quadrinhos.

Loucos por quadrinhos

Para aqueles que são aficionados de histórias em quadrinhos, sugerimos a leitura de: Todo Pererê (v. 1 e 2), de Ziraldo (Moderna); O menino quadradinho, de Ziraldo (Melhoramentos); As melhores tiradas do Menino Maluquinho, de Ziraldo (Melhoramentos); Vida de passarinho, de Caulos (L&PM); O homem no teto, de Jules Feiffer (Companhia das Letras); coleção Níquel Náusea, de Fernando Gonsales (Devir); Suriá, a garota do circo, de Laerte (Devir); coleção Álbuns da Mafalda, de Quino (Martins Fontes); coleção Asterix, o gaulês, de Uderzo e Goscinny (Cedibra); Os dez anos de Calvin e Haroldo (v. 1 e 2), de Bill Watterson (Best News); As aventuras de Tintin, de Hergé (Record).


1. Leia com atenção esta piadinha:

O bebezinho da casa do Juquinha chorava o dia inteiro. Um dia, não aguentando mais aquele berreiro, o amigo de Juquinha disse-lhe:

— Seu irmão é chato, hein? O menino é chorão!

— Pois eu acho que ele tá certo.

— Certo como?

— Queria ver o que você faria se não soubesse falar, fosse banguela, careca e não conseguisse ficar de pé!

(Donaldo Buchweitz, org. Piadas para você morrer de rir. Belo Horizonte: Leitura, 2001. p. 10.)

Transforme a piadinha numa história em quadrinhos. Siga as instruções:
a) Risque em seu caderno ou numa folha de papel sulfite cinco quadrinhos.
b) Desenhe em cada um deles uma parte da piadinha, assim:
• no 1º. quadrinho, coloque um bebê chorando desesperadamente; use os recursos gráficos
que você já estudou;
• no 2º. quadrinho, o bebê chorando, dois garotos olhando para o nenê e um balão com a primeira fala do texto saindo da boca de um dos garotos;
• no 3º. quadrinho, somente os dois garotos, e o irmão do bebê, indignado, respondendo;
• no 4º. quadrinho, o outro garoto fazendo a pergunta com cara de espanto;
• no 5º. quadrinho, a conclusão do irmão do bebê.
Procure mostrar o comportamento das personagens por meio de gestos e da expressão do rosto.
c) Dê um título à história, incorporando-o ao 1º. quadrinho, e pinte os desenhos.
d) Terminando, troque sua história com os colegas ou exponha-a no mural da classe. Depois guarde-a para exibi-la na mostra Quadrinhos: um mundo de histórias, proposta no capítulo Intervalo desta unidade.

2. Crie uma tira, isto é, uma história com três ou quatro quadrinhos, com personagens imaginadas por você. Para isso, risque os quadrinhos em seu caderno ou numa folha de papel sulfite e desenhe os elementos da história, entre eles os balõezinhos com a fala das personagens. Dê um título à história, incorporando-o ao primeiro quadrinho, e pinte os desenhos. Terminando, troque sua tira com os colegas ou exponha-a no mural da classe. Depois guarde-a para apresentá-la na mostra Quadrinhos: um mundo de histórias.

3. Leia os quadrinhos a seguir, observando a sequência dos fatos.


(www.monica.com.br/index.html. Acesso em 27/3/2010.)

Agora reconte em linguagem verbal a história lida. Primeiramente escreva um parágrafo situando as personagens Mônica e Cebolinha no tempo e no espaço. Depois imagine um diálogo que possa ter ocorrido entre elas. Atenção! Ao registrar as falas das personagens, não se esqueça do travessão. Lembre-se também de que Cebolinha usa uma linguagem diferente da norma-padrão.

Professor: Como a transposição de uma linguagem a outra costuma apresentar dificuldades para os alunos, sugerimos desenvolver essa atividade coletivamente na lousa. Se quiser, apresente depois novas tiras para os alunos fazerem individualmente o mesmo tipo de exercício.

O SUBSTANTIVO

CONSTRUINDO O CONCEITO

Leia esta tira, de Fernando Gonsales:

Drácula chamando Hugo

(www2.uol.com.br/niquel/cinema.shtml. Acesso em 17/2/2010.)

1. Nos contos e filmes de vampiros, o Conde Drácula provoca muito medo às pessoas, porque se alimenta do sangue de suas vítimas até matá-las.

a) Nessa tirinha, a moça não parece amedrontada com o Drácula. O que demonstra que ela está
tranquila?

A imagem dela, com as mãos juntas na frente do corpo, um olhar apaixonado e a afirmação de que seu desejo – o de ter o segredo de seu pescoço descoberto – foi realizado.

b) O Drácula não parece satisfeito com o alimento que encontrou. O que demonstra isso?
2. Na tira, a palavra segredo tem sentidos diferentes para a moça e para o Drácula.

Ele vomita.

a) Qual o sentido de segredo na fala da moça?

Na visão dela, o segredo era sua beleza, seu charme, seu pescoço bonito e bem tratado.

b) O que o Drácula considera segredo?

O creme hidratante misturado com óleo de quiabo que tinha sido usado pela sua vítima, causando-lhe desgosto.

3. Explique o título da tira, "Drácula chamando Hugo".

O título faz referência ao vômito de Drácula. Hugo é uma palavra cujos sons lembram o de alguém vomitando. Professor: Se quiser, comente que Hugo é uma onomatopeia de vômito.

CONCEITUANDO

Tanto ao ler a tira quanto ao responder às questões anteriores, você pôde observar que, para identificar os seres ou nomear coisas, necessitamos de palavras: segredo, pescoço, creme, Drácula, etc. Essas palavras são chamadas de substantivos.

Substantivos são palavras que nomeiam seres — visíveis ou não, animados ou não —, ações, estados, sentimentos, desejos e ideias.

Veja outros exemplos de substantivos neste pensamento de Mário Quintana:

Azar

Quando guri, eu tinha de me calar à mesa: só as pessoas grandes falavam. Agora, depois de adulto, tenho de ficar calado para as crianças falarem.

(Sapato furado. São Paulo: Global, 2006.)

Leia este texto:

Como é feito o chiclete?

Primeiro se faz uma mistura de vários tipos de borracha, que é chamada de goma base. Depois são incluídos resinas e óleos vegetais, que amaciam a massa, substâncias minerais, que encorpam a mistura, e açúcar, corantes, aromas e ácidos, que dão o sabor. Em seguida, essa massa é esticada, cortada e são acrescentados um xarope de açúcar e essências que formam a casquinha crocante do chiclete. Aí é só embrulhar.

(Recreio, nº 516, p. 5.)

1. Todo texto tem uma finalidade. Qual é a finalidade do texto que você acabou de ler?

X a) Informar como o chiclete é feito.

b) Descrever as características do chiclete.

c) Enumerar os produtos de que é feito o chiclete. d) Apresentar os ingredientes do chiclete.

2. Quem produziu o texto, para explicar a fabricação do chiclete, mencionou o nome de vários ingredientes.

a) Quais são eles? borracha, goma base, resinas, óleos, substâncias, açúcar, corantes, aromas, ácidos, xarope, essências

b) As palavras correspondentes ao nome desses ingredientes pertencem à classe dos substantivos. Que outros substantivos há no texto? chiclete, mistura, tipos, massa, sabor, casquinha

3. Escreva em seu caderno pelo menos três substantivos que nomeiam objetos usados pelos seguintes profissionais:

a) cozinheiro colher, panela, faca, fogão

b) jogador de futebol bola, chuteira,

c) pedreiro pedra, areia, cimento, tijolo, colher de pedreiro

d) modelo sapato, vestido, brinco, saia, calça

e) médico estetoscópio, termômetro, luvas, remédio

f) bombeirocapacete, mangueira, escada, extintor

g) engenheiro régua, esquadro, capacete, papel

h) pintor pincel, tinta, lixa, parede

4. Você já sentiu saudade de alguém ou de algum lugar? Existem muitos sentimentos ou sensações que experimentamos na vida.

Sugestões: tristeza, alegria, raiva, amizade, preocupação, sono, cansaço,

a) Faça uma lista de sentimentos e sensações que você já teve. solidão, decepção, culpa, medo, susto, paixão, inveja, fome, sede, orgulho, intolerância, ciúme, ansiedade, etc.

b) A que classe de palavras os nomes correspondentes a esses sentimentos e sensações pertencem?

À classe dos substantivos.

Classificação dos substantivos

Existem diferentes tipos de substantivo. Alguns nomeiam coisas, outros nomeiam pessoas ou sentimentos. Alguns são constituídos por uma só palavra, outros por duas ou mais palavras. No estudo gramatical da língua, eles são classificados, isto é, organizados, de acordo com certas características que apresentam. Assim, os substantivos classificam-se em:

primitivos e derivados

Primitivos são os substantivos que dão origem a outras palavras.

Derivados são os substantivos que se originam de outras palavras.

telha

-->

telhado

ferro

-->

ferrugem

jardim

-->

jardinagem

substantivos
primitivos

substantivos
derivados

simples e compostos

Simples são os substantivos formados por apenas uma palavra: luz, mesa, chocolate.

Compostos são os substantivos formados por mais de uma palavra: beija-flor, para-raios, pontapé.

comuns e próprios

Comuns são os substantivos que se referem a todos os seres de uma espécie, sem particularizá-los.

Aquele rapaz é muito estranho!

Próprios são os substantivos que nomeiam um ser em particular, destacando-o na espécie ou no grupo; por isso, são grafados com letra maiúscula.

Drácula ficou irritado com sua vítima.

O substantivo rapaz serve para nomear qualquer homem; por isso, é substantivo comum. Já Drácula particulariza um homem; por isso, é substantivo próprio.

concretos e abstratos

Concretos são os substantivos que nomeiam seres de existência autônoma, isto é, que não dependem de outro para existir, e que podem ser reais ou imaginários: pescoço, criança, mesa, fada, sol, Deus, vampiro.
Abstratos são os substantivos que nomeiam seres de existência não autônoma, isto é, que dependem de outro para existir. Designam sentimentos, ações e qualidades: alegria, medo, esforço, orgulho, emoção, beleza, segredo, azar.


(Mauricio de Sousa. Mônica tem uma novidade!. Porto Alegre: L&PM, 2009. p. 82.)

As palavras fome e perfeição empregadas na tira são substantivos abstratos, pois dependem de outro para existir. A fome é sempre sentida por alguém, e a perfeição existe em pessoas ou coisas. A característica principal de Magali, personagem da tira de Mauricio de Sousa, é comer muito; portanto, ela só fica feliz quando está saciada. Para ela, a perfeição depende principalmente da saciedade, isto é, de não ter fome.

coletivos

São os substantivos que, mesmo estando no singular, transmitem a ideia de agrupamento de vários seres da mesma espécie.

academia: de artistas, literatos, cientistas

cardume: de peixes

cordilheira: de montanhas

frota: de veículos, navios

júri: de jurados

multidão: de pessoas

bando: de aves

colmeia: de abelhas

manada: de animais de grande porte

matilha: de cães

ninhada: de filhotes

tripulação: de marinheiros, de comissários de bordo

vara: de porcos

coro: de cantores

arquipélago: de ilhas

molho: de chaves

1. b) Professor: Estimule a discussão entre os alunos.

Sugestão: No diário, são utilizados caderno e caneta; o leitor é o próprio autor e o autor pode escrever segredos e intimidades. No blog, são utilizados computador e Internet; os leitores são muitos; pode haver até vários autores; os autores podem não querer contar segredos e intimidades.

(Diário da Julieta As histórias mais secretas da Menina Maluquinha. São Paulo: Globo, 2006. p. 30.)

O texto anterior é uma página do diário da Menina Maluquinha, personagem de Ziraldo. Leia-o e responda às questões de 1 a 3.

1. Os diários foram e são muito utilizados pelos jovens.

Atualmente, algumas pessoas substituem o tradicional

diário pelo diário eletrônico, ou seja, pelo blog.

a) Para ressaltar a diferença entre esses dois tipos de diários, organize os elementos a seguir em duas colunas. No caderno, escreva em uma coluna os elementos relacionados ao diário; na outra coluna, os relacionados ao blog.

Blog: coletivo, usuário, público, computador, teclado

coletivo usuário caneta caderno público computador secreto teclado individual

Diário: caneta, caderno, secreto, individual

b) Na sua opinião, quais são as principais diferenças

entre o diário e o blog?

2. Você já teve diário ou blog? O que você acha mais interessante nesse tipo de comunicação? Resposta pessoal.

3. A respeito do texto da Menina Maluquinha, responda:

a) A palavra Diário foi empregada como substantivo próprio. Que outro substantivo próprio há no texto?

Carolina

b) Dos substantivos conselhos, paixão, ilusões,

noção, ônibus e amor, quais são concretos e

abstratos: conselhos, paixão, ilusões,

noção, amor; concreto: ônibus

c) Dê um substantivo derivado de café.

cafezal, cafeteira, cafeicultor, cafeína

d) Forme substantivos compostos, juntando substantivos da coluna A com palavras da coluna B.

amor-perfeito, ônibus-biblioteca, café-concerto

A B

amor biblioteca

café perfeito

ônibus concerto

Leia a tira a seguir, de Mauricio de Sousa, e responda às questões 4 e 5.

(Mônica tem uma novidade!. Porto Alegre: L&PM, 2009. p. 90.)

4. Para construir o sentido da tira, o desenhista empregou dois substantivos coletivos.
a) Quais são eles?
manada, enxame

b) A que animal ou animais se refere cada um dos coletivos? Qual foi empregado inadequadamente por

Cebolinha? Manada refere-se a animais de grande porte: boi, elefante, cavalo; enxame, a abelhas. Manada foi empregado inadequadamente.

5. O humor da tira surge com a quebra de expectativa do leitor. Explique como se dá essa quebra.

O leitor imagina que Cebolinha vai perceber que empregou o coletivo inadequadamente, mas ele não compreende bem a diferença entre manada e enxame e pensa que a diferença

está na quantidade ou no tipo de abelhas.

6. Observe os quadros a seguir. O primeiro é do pintor holandês Vincent van Gogh e intitula-se O quarto do artista(1888); o segundo é uma paródia, ou seja, uma imitação cômica, que Mauricio de Sousa fez em homenagem àquele grande pintor e chama-se O quarto do Chico Bento.

(História em quadrões – Pinturas de Mauricio de Sousa. São Paulo: Globo, 2001. p. 39.)

Agora, responda:

a) O que diferencia os dois quartos? Chapéu e calça do Chico Bento e os quadros na parede.

b) Nomeie os objetos que aparecem nos dois quartos, empregando substantivos comuns e simples. cadeira, cama, travesseiro, roupas, janela, piso, quadros, colchão, cobertor, lençol, garrafa, bacia, jarra, etc.

O substantivo



Leia a letra de uma canção de Vinícius de Morais e Paulo Soledade:

1. Os compositores, nessa canção, apresentam duas visões de mundo: a do homem e a da formiga.

a) Os elementos a seguir expressam a visão do ser humano. Dê os elementos que correspondem a eles, na visão da formiga:

• rosa palácio
• gota d’água lago
• pauzinho navio
• grilo rinoceronte
• espinho espada
• pingo de chuva mar
• bico de pão corcovado
• grãos de sal ovelhinhas

b) Observe sua resposta dada no item anterior. A que classe gramatical pertencem as palavras
que você deu como resposta?

À classe dos substantivos.

c) Alguma dessas palavras designa sentimento, sensação ou qualidade?

Não.

2. No texto, há predominância de substantivos comuns e concretos.

Porque o texto fala das coisas materiais que estão no mundo, ora na visão do homem, ora na

a) Na sua opinião, por que isso acontece?

visão da formiga. Essas coisas nomeadas referem-se a seres em geral (substantivos comuns) e reais (substantivos concretos).

b) Troque ideias com os colegas: O substantivo corcovado é comum ou próprio?

Professor: Abra a discussão com a classe. Existe o substantivo comum corcovado, cujo sentido é "pessoa que tem a coluna vertebral arqueada". No contexto, é possível que se refira a

um pão com formato de corcova e, nesse caso, seria substantivo comum. Mas também é possível que se refira ao Corcovado, no Rio de Janeiro, e nesse caso, seria substantivo próprio.

3. Se você pudesse dar continuidade à letra da canção, que outros substantivos comuns e concretos usaria?

Resposta pessoal. Sugestão: folha, caroço de fruta, pena, fio de cabelo, pedra, prego, etc.

4. Você observou, na letra da canção, o emprego predominante de substantivos. Considerando que todo recurso linguístico pode colaborar para a construção do sentido dos textos, reconheça quais das seguintes afirmativas a respeito da função que o substantivo desempenha na canção são verdadeiras.


I. Na canção, a percepção do mundo é construída exclusivamente a partir da ótica da formiga.

X II. A visão do mundo é construída a partir de uma dupla perspectiva, a do homem e a da formiga. Para captar essa duplicidade, são empregados na canção substantivos que nomeiam tanto os seres vistos pelo homem quanto os vistos pela formiga.

X III. A predominância de substantivos comuns e concretos na canção deve-se à enumeração de coisas reais e comuns que formam o mundo para cada um dos dois seres.

X IV. A canção nos leva, de modo simples, a perceber que nossa visão do mundo é relativa.


Leia este anúncio:


1. Os anúncios publicitários têm a finalidade de promover um produto, uma marca ou uma ideia. O que esse anúncio promove?

1. O anúncio faz uma homenagem aos caminhoneiros e, ao mesmo tempo, promove a marca de uma fábrica de caminhões e automóveis.

2. Quem é o anunciante e a quem

O anunciante é um fabricante de caminhões (Ford) e o anúncio se dirige aos caminhoneiros.

3. Os anúncios geralmente são constituídos por uma parte visual e uma parte verbal.

a) O que compõe a parte visual desse anúncio? Placas de trânsito.
b) No trânsito, o que as placas significam? Indicação de lugares: cidades, aeroportos, postos de combustível, etc.
c) No anúncio, o que significam? A indicação do lugar e da distância que deverá ser percorrida pelo motorista para chegar ao destino: à homenagem.
d) O que a disposição das placas, uma depois da outra, sugere? 3. d) Sugere que o motorista está percorrendo uma estrada – as paisagens ao fundo das placas são diferentes — e se orientando pelas placas de trânsito.
e) O que essa sequência provoca no leitor? Provoca curiosidade, pois gera expectativa no leitor.

4. O anúncio apresenta intencionalmente uma ambiguidade (duplo sentido). Observe cada quadro.

a) O que parece ser homenagem nas três primeiras placas?

Nome de um lugar, provavelmente uma cidade.

b) Na última placa, qual o sentido de homenagem? De comemoração, de demonstração pública

c) Como você chegou a essa conclusão?

O enunciado abaixo da palavra homenagem, "Parabéns da Ford a todos os caminhoneiros", explica que se trata de uma homenagem ao motorista pelo Dia do Motorista (25/7).

d) Na sua opinião, por que o anunciante fez uso do recurso da ambiguidade?

5. A ambiguidade semântica (de sentido) também gera ambiguidade gramatical.

a) Que tipo de substantivo é a palavra homenagem quando ela nomeia uma cidade? substantivo próprio
b) E quando nomeia uma comemoração? substantivo abstrato

Leia a anedota a seguir e responda às questões de 6 a 12.


6. A situação que envolve a professora e os alunos Mariazinha, Pedro e Laura ocorre durante uma aula.

a) De que disciplina é a aula?

Português.

b) Comprove sua resposta com elementos do texto. Os elementos do texto são: "Verbos", "professora", "Me dê um exemplo de verbo", "não é verbo", "forme uma frase com esse verbo".

7. A professora pede um exemplo de verbo aos alunos. Por que as respostas de Mariazinha e de

Pedro estavam erradas?

Porque as palavras "bicicreta" e "prástico" são substantivos.

8. A professora faz a pergunta a Laura e inicialmente considera correta a resposta dela.

a) O que a professora supôs ao ouvir a resposta de Laura? Ela supôs que Laura tivesse dito o verbo hospedar.

b) O que Laura tinha em mente quando respondeu?

Ela tinha em mente o substantivo "pedar".

c) Quando a professora compreendeu a resposta de Laura? Somente quando Laura criou a frase "Os pedar

9. Observe as respostas dos três alunos. O que há em comum na fala dos três ? Os alunos trocaram a letra l pela letra r.

10. Esse tipo de fenômeno é característico de uma variedade linguística. Que tipo de variedade, na

anedota, os três alunos utilizam?

Utilizam o dialeto caipira.

11. Considerando a resposta à questão anterior, você acha mais provável que a aula estivesse acontecendo em uma zona rural ou em uma zona urbana?

É mais provável que estivesse acontecendo em uma zona rural. Professor: Lembre que a aula poderia também estar ocorrendo em zonas urbanas que abrigam imigrantes, onde as crianças

aprendem o dialeto caipira pela convivência familiar e até pela convivência na própria comunidade.

12. Embora se intitule "Verbos", o texto não se refere a verbos. Fica em evidência outra classe de

palavras, e nisso reside a graça da anedota. Qual é essa classe de palavras? A classe dos substantivos.

Ditados populares atualizados


Você conhece o ditado popular "Errar é humano"? Ou "Errar é humano, mas persistir no erro é burrice"? Esses, como inúmeros outros ditados, são aplicáveis em diversas situações cotidianas porque quase sempre encerram um ensinamento, uma moral. A sabedoria popular, entretanto, também os modifica para provocar humor. Veja estes ditados: Professor: Se julgar conveniente, peça aos alunos

• Errar é humano, mas achar em quem colocar a culpa é mais humano.

• Meu Deus, dai-me paciência... mas tem de ser já.

• O importante não é saber, mas ter o telefone de quem sabe.

• Há um mundo melhor, mas é caríssimo.

• A mulher que não tem sorte com os homens não sabe a sorte que tem.

• Trabalhar nunca matou ninguém, mas... para que se arriscar?

• Não leve a vida tão a sério. Afinal, nem sairá vivo dela!